sábado, 7 de fevereiro de 2015

DEPRESSÃO

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Depressão é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.

É importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas, etc. Diante das adversidades, as pessoas sem a doença sofrem, ficam tristes, mas encontram uma forma de superá-las. Nos quadros de depressão, a tristeza não dá tréguas, mesmo que não haja uma causa aparente. O humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos, e desaparece o interesse pelas atividades, que antes davam satisfação e prazer.
A depressão é uma doença incapacitante que atinge por volta de 350 milhões de pessoas no mundo. Os quadros variam de intensidade e duração e podem ser classificados em três diferentes graus: leves, moderados e graves.

Causas

Existem fatores genéticos envolvidos nos casos de depressão, doença que pode ser provocada por uma disfunção bioquímica do cérebro. Entretanto, nem todas as pessoas com predisposição genética reagem do mesmo modo diante de fatores que funcionam como gatilho para as crises: acontecimentos traumáticos na infância, estresse físico e psicológico, algumas doenças sistêmicas (ex: hipotireoidismo), consumo de drogas lícitas (ex: álcool) e ilícitas (ex: cocaína), certos tipos de medicamentos (ex: as anfetaminas).

Mulheres parecem ser mais vulneráveis aos estados depressivos em virtude da oscilação hormonal a que estão expostas principalmente no período fértil.

Sintomas



Além do estado deprimido (sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias) e da anedonia (interesse e prazer diminuídos para realizar a maioria das atividades) são sintomas da depressão:

1) alteração de peso (perda ou ganho de peso não intencional); 2) distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva  praticamente diárias); 3) problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias); 4) fadiga ou perda de energia constante; 5) culpa excessiva (sentimento permanente de culpa e inutilidade); 6) dificuldade de concentração (habilidade diminuída para pensar ou concentrar-se); 7) ideias suicidas (pensamentos recorrentes de suicídio ou morte); 8) baixa autoestima, 9) alteração da libido.

Muitas vezes, no início, os sinais da enfermidade podem não ser reconhecidos. No entanto, nunca devem ser desconsideradas possíveis referências a ideias suicidas ou de autodestruição.

Diagnóstico

O diagnóstico da depressão é clínico e toma como base os sintomas descritos e a história de vida do paciente. Além de espírito deprimido e da perda de interesse e prazer para realizar a maioria das atividades durante pelo menos duas semanas, a pessoa deve apresentar também de quatro a cinco dos sintomas supracitados.

Como o estado depressivo pode ser um sintoma secundário a várias doenças, sempre é importante estabelecer o diagnóstico diferencial.

Tratamento

Depressão é uma doença que exige acompanhamento médico sistemático. Quadros leves costumam responder bem ao tratamento psicoterápico. Nos outros mais graves e com reflexo negativo sobre a vida afetiva, familiar e profissional e em sociedade, a indicação é o uso de antidepressivos com o objetivo de tirar a pessoa da crise.

Existem vários grupos desses medicamentos que não causam dependência. Apesar do tempo que levam para produzir efeito (por volta de duas a quatro semanas) e das desvantagens de alguns efeitos colaterais que podem ocorrer, a prescrição deve ser mantida, às vezes, por toda a vida, para evitar recaídas. Há casos de depressão que exigem a associação de outras classes de medicamentos – os ansiolíticos e os antipsicóticos, por exemplo – para obter o efeito necessário.

Há evidências de que a atividade física associada aos tratamentos farmacológicos e psicoterápicos representa um recurso importante para reverter o quadro de depressão.

 Recomendações

* Depressão é uma doença como qualquer outra. Não é sinal de loucura, nem de preguiça nem de irresponsabilidade. Se você anda desanimado, tristonho, e acha que a vida perdeu a graça, procure assistência médica. O diagnóstico precoce é o melhor caminho para colocar a vida nos eixos outra vez;

* Depressão pode ocorrer em qualquer fase da vida: na infância, adolescência, maturidade e velhice. Os sintomas podem variar conforme o caso. Nas crianças, muitas vezes são erroneamente atribuídos a características da personalidade e nos idosos, ao desgaste próprio dos anos vividos;

* A família dos portadores de depressão precisa manter-se informada sobre a doença, suas características, sintomas e riscos.  É importante que ela ofereça um ponto de referência para certos padrões, como a importância da alimentação equilibrada, da higiene pessoal e da necessidade e importância de interagir com outras pessoas. Afinal, trancafiar-se num quarto às escuras, sem fazer nada nem falar com ninguém,está longe de ser um bom caminho para superar a crise depressiva.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Suar realmente emagrece?

Segundo especialista, transpiração por si só não é um processo em que se gaste energia suficiente para perder peso de forma consistente
A transpiração é um processo que traz muitos benefícios ao corpo

O suor faz parte de nosso dia a dia e não podemos evitá-lo. Mas será que o fluido que nosso corpo expele é realmente um fator a ser considerado para quem quer perder peso e emagrecer?

Se a meta é afinar a silhueta, claro que é necessário queimar mais calorias do que se consome. A melhor maneira de alcançar tal equilíbrio é fazendo mais exercícios.

Ao realizar atividade física, a transpiração aumenta e, ao suar, o corpo perde líquidos.

A transpiração é um processo que traz muitos benefícios ao corpo. "Se a água perdida não é recuperada, perde-se muito peso”, afirmou César Kalazich, especialista em medicina esportiva da clínica MEDS, no Chile.

"Uma exercício de duração intensa ─ entre uma e duas horas ─ em um ambiente quente pode levar à perda de até 1% do peso corporal, momento em que a sede invariavelmente vai aparecer."

"Há um consenso na medicina esportiva que a perda de 2% (mesmo que o atleta não perceba) do peso corporal é prejudicial ao desempenho físico e começa a prejudicar a saúde", afirmou Kalazich.

"Junto com o suor, o corpo humano perde eletrólitos, sendo os mais importantes sódio e potássio, que são essenciais para o equilíbrio celular (homeostase). Este peso é recuperado com a substituição de água."

Mais que uma gota

Mesmo assim, muitas pessoas ainda acreditam que quanto mais se sua, mais peso estão perdendo e, portanto, estão emagrecendo.

Mas suar em uma sauna não é o mesmo que suar fazendo exercício, que ocorre quando o corpo usa seu estoque de gordura para produzir energia.

"Em termos práticos, o suor não emagrece; perde-se apenas água. Suar não é um processo em que se gasta energia suficiente para perder peso de forma consistente ou emagrecer", explica Kalazich.

É por isso que métodos artificiais usados para estimular a transpiração não são benéficos para alcançar a silhueta tão desejada, dizem médicos.

Além disso, a sudorese é influenciada por outros elementos.
"O que varia entre as pessoas é a taxa de sudorese, que alguns estudos situam entre 0,9 e 1,7 litros por hora, mas que também depende da temperatura e da umidade, do vento, da intensidade do exercício, do tipo de roupa e do formato do corpo."
 
Autorregulação

Ainda que possa se tornar um fator para a perda de caso, mas não necessariamente determinante para emagrecer, a transpiração é um processo benéfico para o corpo.

"Ele é o principal mecanismo de termorregulação que nosso corpo possui", diz Kalazich.

O problema é que nosso corpo, ao liberar água para dissipar o calor produzido pela elevação da temperatura corporal, como quando fazemos exercícios físicos, perde também outros elementos vitais para prevenir doenças cardiovasculares, renais e cerebrais.

"No suor, também como forma de regulação de minerais e eletrólitos, perdemos potássio, magnésio, zinco, ácido láctico, ureia e amônia, entre outras substâncias úteis ou resíduos produzidos por nosso corpo", explica o especialista.